quarta-feira, 13 de agosto de 2014

É direito nosso saber...



Você sabia? O edital do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) assegura o direito ao aluno surdo de ter um tradutor (intérprete de LIBRAS, leitura labial) no momento da prova.

As regras para atendimento diferenciado para candidatos com deficiência estão sendo aprimoradas cada vez mais nas avaliação do ENEM. No último ano, o edital deixou bem claro que, além dos alunos com deficiência física, auditiva e visual que, em geral, podem solicitar atendimento especial, outros grupos ainda seriam contemplados.

Porém, seis estudantes de Curitiba que têm deficiência auditiva conseguiram na Justiça Federal o direito de refazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médico (Enem) de 2013. Eles afirmam que foram prejudicados porque, segundo os estudantes, os interpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras), que acompanharam a realização da prova, não traduziram enunciados e respostas. Apenas foram repassadas orientações quanto à realização do exame, como a cor de caneta que deveria ser usada.

Quer saber mais sobre essa noticia: Então CLIQUE AQUI.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Aterro sanitário: é preciso entender melhor!



Olá amigo leitor, você sabe ou já deve ter visto ou ouvido falar em aterros sanitários não é mesmo? Pois bem. Um aterro é um espaço destinado à deposição final de resíduos sólidos gerados pela atividade humana. Nele são dispostos resíduos domésticos, comerciais, de serviços de saúde, da indústria de construção, ou dejetos sólidos retirados do esgoto. Existem três tipos de aterros: Aterro Sanitário; Aterro Controlado; Aterro Não Controlado.

Conceitualmente, o Aterro Sanitário é um processo utilizado para a disposição de resíduos sólidos no solo, particularmente do lixo domiciliar, que fundamentado em normas operacionais específicas, bem como, baseado e amparado em critérios e métodos de engenharia, permite uma confinação segura, em termos de controle de poluição ambiental e proteção da saúde pública.

Embora haja aterros sanitários irregulares em muitos locais do país, a construção de um aterro requer muitos cuidados que, devem atender melhor diversas condições e características do local, tais como:
Meio físico como hidrogenia, direção dos ventos, relevo do terreno, precipitação pluviométrica, caracterização geológica e geotécnica, umidade relativa;
Meio biótico - como a fauna, a flora e o zoneamento ambiental; 
Meio antrópico - como a demografia e estruturas urbanas, econômicas e viárias - interreferênciais.



Entenda melhor!
Um aterro sanitário pressupõe 3 (três) etapas essenciais, tanto para a sua viabilidade de implantação física quanto para o seu funcionamento adequado.
1º ETAPA- ESTUDO CONCEITUAL: É o momento de se tomar conhecimento do problema, ou seja, a etapa vai contemplar as informações básicas sobre os resíduos a serem dispostos no aterro a ser instalado e a projeção de produção sobre todo o período de alcance do projeto. É feita a projeção da população urbana a ser atendida pelo projeto do aterro em execução, para se avaliar ano a ano, a produção futura de resíduos que o aterro comportará. O valor da produção de resíduos per capita, multiplicado pela população, ano a ano, corresponderá à projeção da produção de resíduos no final do projeto, sendo então, o valor considerado para o dimensionamento total do aterro e para o estudo ambiental visando os licenciamentos.
2º ETAPA- ESTUDO BÁSICO: Nesta etapa é feita a seleção e caracterização do local para o aterro sanitário. Serão informados os elementos do projeto básico, os sistemas de drenagem de águas pluviais, a produção de chorume e a sua drenagem, remoção e tratamento, a produção de biogás e seu sistema de drenagem e destino final, o sistema de impermeabilização superior e inferior do aterro, a definição das unidades de apoio administrativo, a posição do aterro de emergência e resíduos especiais e a fixação dos parâmetros do projeto executivo do aterro. Deverão ser estudadas as características capazes de controlar os riscos de contaminação da água, do ar e do solo, com afastamento ideal das áreas de proteção de mananciais.O local deverá contar com sistema de serviços públicos, tais como redes elétrica, de água e de telefone, oferecer possibilidade de múltiplos acessos, dispor aparentemente, no próprio local, de material de cobertura em quantidade e qualidade e devem ser consideradas, segundo a lei de ocupação do solo, as oportunidades de desapropriação e facilidades de aquisição do terreno, entre outras.
3º ETAPA - PROJETO EXECUTIVO: Esta fase aborda a concepção e a justificativa do projeto, com o organograma de todos os dimensionamentos e critérios e a fixação e previsão de todos os passos essenciais e necessários à conclusão do mesmo. Contempla o dimensionamento dos elementos do projeto executivo do aterro, o dimensionamento de águas pluviais e superficiais, na drenagem e tratamento final do chorume e do biogás, da especificação dos equipamentos operacionais, de pessoal, de transporte, fixação de critérios operacionais do aterro sanitário e controle tecnológico, previsão do futuro uso do local, tipos de monitoramento, estimativas de custos e cronograma físico-financeiro.

Resumindo melhor! Um aterro sanitário apto a realizar a codisposição de resíduos sólidos industriais inertes e não inertes com resíduos sólidos domiciliares, caracteriza-se por possuir:
  • Condições hidrológicas favoráveis;
  • Sistema de impermeabilização da base do aterro sanitário (linear);
  • Sistema de drenagem sub-superficial de líquidos percolados;
  • Sistema de drenagem vertical de gases;
  • Tratamento de líquidos percolados (água + chorume);
  • Equipamentos adequados para compactação e cobertura diária dos resíduos sólidos dispostos na frente da operação, de forma a evitar vetores transmissores de doenças e reduzir infiltrações de águas pluviais na massa de resíduos, bem como realizar obras de infra- estrutura necessária;
  • Controle, pesagem e manifesto de cargo dos resíduos sólidos dispostos;
  • Análises físico-químicas, ensaios de solubilização e lixiviação de resíduos sólidos domiciliares, industriais inertes e não inertes, de forma a caracterizar os resíduos dispostos;
  • Sistema de drenagem de águas pluviais;
  • Sistema de monitoramento hidrogeológico de efluentes, águas subterrâneas e corpos hídricos próximos ao empreendimento;
  • Mão de obra qualificada para administrar, operar e dar manutenção ao empreendimento;


Como já foi mencionado no inicio, um outro tipo de aterro é o aterro controlado, que é um local onde os resíduos são descartados diretamente no solo (sem nenhuma impermeabilização), porém recebe certo controle para minimizar seus impactos. Embora não seja uma forma de destinação ideal, costumam ser aceitos pelos órgãos ambientais (isso varia de Estado para Estado) de forma temporária, enquanto o município procura outras formas de destinação. Podemos dizer, então, que os aterros controlados são uma espécie de transição entre os lixões e os aterros sanitários, mas é importante frisar que os aterros controlados são apenas uma forma de minimizar o impacto do descarte de resíduos e atender a legislação não constituindo de forma alguma um meio adequado do ponto de vista ambiental.

Tudo isso nos faz acreditar que os aterros são a “melhor opção” dentre as citadas, pois esta escolha abrange estudos econômicos e financeiros, as áreas para disposição final de resíduos sólidos devem ser escolhidas segundo critérios pré-estabelecidos, sendo necessário seguir alguns padrões para que o meio ambiente não se prejudique com a criação de um aterro, e daí toda essa preocupação é um diferencial importante na escolha do destino das toneladas lixos, pois é o nosso planeta que está em “jogo”.


 
Fonte:
  • Disponível em: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAeCMAJ/aterros-sanitarios-controlados-nao-controlados-lixoes> Acesso em 14 de julho de 2014.
  • Disponível em: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA8a8AD/aterro-sanitario> Acesso em 14 de julho, 2014.    
Endereço eletrônico das imagens:
  • Disponível em: <https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiZuHu-CbpzOTPQj8o1rbR4sGpbSUo0ju_rZBE8Lp3Cpbq8yaojeNHXInE5JPZ6wxe-4lHXdns0dAOzXLlBqFxJ_m5sWVVdr3hpbCgcsA24DCuTeV_ULOMeOPJEsGGr98Yd6appl9Id-iw7/s1600/aterro+sanitario.bmp> Acesso em 14 de julho, 2014.
  • Disponível em: <http://www.ecochoice.com.br/servidor/dicas/39.jpg> Acesso em 14 de julho, 2014.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Resenha do documentário "Pro dia nascer feliz".



O excelente documentário “pro dia nascer feliz” aborda a realidade da educação brasileira. O documentário tem inicio na cidade de Pernambuco, porém trata da realidade também das escolas em São Paulo, Duque de Caxias e no Rio de Janeiro, todas públicas.
De inicio pela voz de um locutor, são apresentados inúmeros questionamentos a respeito do futuro daquela geração expressa em imagens. A falta de oportunidades ainda tão presentes atualmente já era motivo para jovens roubar e garantir seu futuro atrás das grades. O locutor já aponta a falta de uma educação de qualidade como um fator responsável pelo péssimo destino de tantas pessoas, e comprova em dados das épocas no quesito educação.
Pernambuco, uma das cidades mais pobres do Brasil. Em entrevista, percebemos uma escola, um cenário, onde abriga uma estudante esforçada (Valéria), professores preocupados em meio à situação, vandalismo, gestores com verba escassa, porém todos vítimas do descaso, da educação precária.
Adiante no Rio de Janeiro, o motivo de furtar é devido à falta de ocupação ou até mesmo pelo ódio, explica os alunos. Professores não sabem como lidar com esta situação, e os alunos debocham os professores da situação.
No interior de São Paulo, a falta de professores é constante, e a falta de interesse dos alunos é realidade. Há ainda estudantes com diferentes desejos, diversos interesses, bem como há professores que de maneira prazerosa planeja suas aulas, dinâmicas ou brincadeiras divertidas, que chegam a desgastá-la, ocasionando sua ausência algumas vezes.
Em outra cidade de São Paulo, o ambiente se difere bastante, a estrutura é melhor, a educação é mais rígida, o sentimental dos alunos é outro, a violência permanece.
No geral o documentário aborda a relação do aluno com a escola, focando na desigualdade social, na violência, na precariedade das instalações, no preconceito,  e no abandono. Este triste modelo educacional que ainda se pratica no país, na qual o aluno passa de série mesmo sem aprender nada. Sobre o conselho escolar, sobre as expectativas do governo de reduzir o número de analfabetos, porém proporcionam uma realidade onde o número de analfabetos funcionais só tende a crescer. O filme faz os educadores ou futuros educadores, perceber os grandes abismos da educação brasileira, os dramas dos professores que abrem mão de muitos lazeres e dedicam a educação, poucas vezes valorizadas.
Mesmo em meio a tanto descaso, podemos perceber o quanto o papel dos pais seria importante junto à escola, contribuiria significativamente numa realidade mais positiva nesta sociedade onde a mentalidade do meio influência a mente de um todo.

Assista você também através do link: "Pro dia nascer feliz". Eu recomendo!

Diário de leitura: uma experiência de sucesso!




A leitura realizada em muitas escolas ainda é vista como algo completamente sem interação, o aluno se mantém numa postura de leitura silenciosa, de cópias e não possui a oportunidade de expor sua opinião. Diante desta realidade, duas professoras de língua portuguesa de uma mesma escola resolveram implantar em suas aulas, o projeto ”Diário de leitura”, uma iniciativa que visa incentivar o hábito de ler por parte dos alunos, ressaltando a importância deste.
A escola em que ambas atuam, está localizada na zona urbana do distrito de Sucatinga, pertencente ao município de Beberibe no Ceará, e atende uma média de mil e duzentos estudantes em quatro espaços diferentes, onde a maioria mora na zona rural do município. Nesta unidade escolar, o hábito de leitura ainda era “escasso” em meio a tantos alunos, devido inclusive a questões sociais familiares em que os alunos estavam inseridos, que chegam a incidir sobre a forma de agir e de pensar dos estudantes.
O projeto deu seus primeiros passos teoricamente, onde foram realizados momentos de sensibilização junto aos docentes, grupo de conversas bastante informais sobre os gostos e experiências de leitura durante a vida escolar dos alunos, momento sobre o desempenho dos brasileiros no que concerne a prática da leitura no Brasil, e outros mementos.
Conhecendo todos os desafios que teriam que enfrentar com o projeto e as potencialidades de cada turma envolvida, as educadoras saíram desse momento mais teórico, e passaram as atividades práticas.
De inicio a experiência foi com as quatro turmas de 3º anos do ensino médio. Os alunos foram convidados a se dirigir a biblioteca da escola e escolher individualmente um livro que lhe chamasse atenção, fosse por qualquer motivo. Em seguida, podiam levar para casa e iniciar a leitura. Ao decorrer da leitura era importante que cada aluno escrevesse as experiências vividas a cada capitulo do livro, a cada trecho lido, a cada história, ou simplesmente ao fim da leitura por completo.  O caderno de anotações era de fato o “diário de leitura”.
Depois de certo período de tempo estipulado pelas educadoras, era proposta em meio a uma aula previamente organizada, uma roda de alunos no ginásio poliesportivo da escola, proporcionando um ambiente agradável, diferenciado, que tornasse o momento único, rico, mágico, onde cada um tinha seu momento de partilhar as experiências vividas, seus conhecimentos adquiridos, o que mais lhe chamou atenção, enfim, cada aluno partilhava o que queria a respeito do que leu.
Ao fim deste momento, tudo se iniciava novamente. Novos livros, novas leituras, novos leitores, novos conhecimentos, novas experiências vividas e partilhadas posteriormente. Tudo isso foi um pontapé inicial para que a leitura se tornasse de vez um habito na vida de muitos estudantes daquela escola, e que acarretasse bons resultados futuramente.
“... Ao fim do período letivo, percebemos mudanças quanto a atitude em relação à leitura por parte dos alunos. Além do envolvimento e imersão da maioria dos estudantes, era percebível também o envolvimento de outros professores inclusive de outras disciplinas. Os empréstimos foram além-escola, passou-se a empréstimos de livros pessoais entre professores e alunos. Os momentos de socialização foram bastante enriquecedores, pois houve uma maior participação de alguns estudantes e o desenvolvimento com as habilidades com o texto oral. As contribuições do projeto foram muitas, a principal delas foi o aumento do número de livros lidos por alguns estudantes em um ano. Outro ganho significativo foi o desenvolvimento das habilidades de leitura, e isso foi verificado com a proficiência na disciplina de íngua portuguesa na prova do SPAECE...”, ressaltou as educadoras em uma produção científica publicada na revista eletrônica da Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF.
Este projeto de sucesso ainda é desenvolvido nesta escola até o período letivo atual, proporcionando sempre em meio às leituras, um mundo novo, cheio de coisas desconhecidas.